Um estudo do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago estima que o calor extremo associado ao chamado Super El Niño pode provocar até 13,3 mil mortes adicionais no Brasil até fevereiro de 2027.
O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (23), aponta que o Brasil deve estar entre os países mais afetados pelo fenômeno na América Latina. No mundo, a estimativa chega a 451 mil mortes relacionadas ao calor no período analisado.
Segundo os pesquisadores, os dias de calor extremo podem aumentar cerca de 44% em relação a um ano considerado normal, com temperaturas terrestres globais chegando a aproximadamente 1,2°C acima da média.
No Brasil, os impactos mais intensos são esperados durante o verão, entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027. As regiões Norte e Nordeste aparecem entre as áreas com maior número estimado de mortes, com destaque para Pará, Maranhão, Amazonas e Bahia.
A projeção considera fatores como as condições climáticas de cada região, a vulnerabilidade da população e a capacidade de adaptação ao calor. O levantamento não inclui possíveis mortes provocadas por outros efeitos do El Niño, como secas, incêndios, enchentes e tempestades.
Os pesquisadores também destacam medidas que podem reduzir os impactos, como sistemas de alerta para ondas de calor, pontos de hidratação, centros de resfriamento e ações específicas para proteger pessoas mais vulneráveis e trabalhadores expostos às altas temperaturas.
Agência Brasil