A Ponte da Integração Jaime Lerner, que liga Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, a Presidente Franco, no Paraguai, liberou a passagem de carros de passeio das 7h às 13h. A liberação foi autorizada nesta segunda-feira (14).
A ponte foi inaugurada em dezembro de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e funciona de forma gradual, com restrições de tráfego. A liberação para carros é restrita a moradores de quatro cidades da fronteira: Foz do Iguaçu, Cidade do Leste, Presidente Franco e Hernandarias.
Para atravessar nesse horário, o motorista e todos os passageiros do carro — incluindo crianças e adolescentes — precisam ter o Documento de Trânsito Vicinal Fronteiriço (DTVF). Sem o documento, nenhum ocupante do veículo pode realizar a travess
Documento deve ser emitido no Paraguai e custa R$ 205
O DTVF é uma espécie de identidade criada por um acordo do Mercosul para moradores de cidades fronteiriças. Ele não substitui a carteira de identidade ou o passaporte — mesmo com o documento, todos os ocupantes do carro ainda precisam portar identificação com foto.
Moradores de Foz do Iguaçu devem pedir o DTVF à Direção Nacional de Migrações do Paraguai, no escritório da Avenida Rogelio Benítez, em Cidade do Leste.
Quem mora em Cidade do Leste, Presidente Franco ou Hernandarias deve solicitar o documento à Polícia Federal brasileira, no Shopping Catuaí Palladium, em Foz do Iguaçu.
O pedido é feito por meio de formulário disponível no site do órgão migratório paraguaio. É preciso apresentar:
- original e cópia autenticada do passaporte ou outro documento de viagem;
- original e cópia autenticada de um comprovante de residência (conta de luz ou água, por exemplo);
- original do Certificado de Antecedentes Criminais, comprovando que o solicitante não teve condenações nos últimos cinco anos.
Segundo a Direção Nacional de Migrações, o documento sai em até 72 horas úteis e tem validade de cinco anos. O custo é de 234.154 guaranis, o equivalente a cerca de R$ 205.
Transporte de mercadorias não é permitido pela ponte
Segundo a Receita Federal, o documento não autoriza o transporte de mercadorias pela ponte, com exceção de itens de subsistência — ou seja, produtos para consumo pessoal ou familiar, sem finalidade comercial. A avaliação considera a quantidade transportada e a frequência das viagens.
Eletrônicos comprados no Paraguai, como celulares, notebooks e televisores, não podem ser trazidos por essa via. Quem tentar atravessar com esse tipo de produto pode ser fiscalizado e sujeito às medidas previstas na legislação aduaneira.
O DTVF também não dá direito à cota de isenção de compras de US$ 500 — a Ponte da Integração não vai funcionar como ponto de regularização de bagagem. E a autorização não vale para fazer turismo de compras.
De acordo com a Receita, a finalidade da travessia precisa estar ligada ao trabalho, a estudos ou a outras atividades do dia a dia dos moradores da fronteira.
G1