Representantes do setor madeireiro de Palmas e do Brasil participam neste inicio de semana, da uma audiência pública nos Estados Unidos, para debater uma nova proposta de tarifas a produtos brasileiros exportados para o país norte-americano.
Segundo a Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente), caso sejam implementadas, as novas tarifas poderão comprometer a competitividade do setor madeireiro nacional naquele mercado.
A entidade defende que o setor contribui significativamente para a economia brasileira, com a maioria da produção se concentrando nos estados da região Sul, que respondem por aproximadamente 90% da capacidade produtiva instalada do setor.
Em 2025, somente para os Estados Unidos, foram exportados cerca de US$ 1,2 bilhão em produtos de madeira processada. A Abimci chama atenção que o setor ainda enfrenta os reflexos das medidas tarifárias aplicadas pelos Estados Unidos no ano passado, quando os produtos brasileiros foram submetidos a tarifas que chegaram a 50%. “Após meses de retração da atividade, redução da produção, demissões e insegurança comercial, as empresas estavam recuperando o mercado norte-americano de forma gradual”, diz a entidade em nota divulgada na última semana.
Recentemente, surgiu a proposta para uma tarifa adicional de 25% aos produtos brasileiros. Não se trata de uma medida definitiva. Há procedimentos previstos na legislação norte-americana, incluindo consulta e audiência pública.
A Abimci manifesta preocupação com o fato de que concorrentes internacionais poderão operar com tarifas menores, ampliando ainda mais a perda de competitividade da indústria brasileira.
A entidade afirma que intensificou sua atuação para defender o setor, coordenando uma mobilização técnica, jurídica e institucional. A entidade protocolou sua manifestação junto aos órgãos comerciais dos Estados Unidos, destacando o papel das florestas plantadas como principal fonte de suprimento para a indústria madeireira, o manejo sustentável, as boas práticas adotadas pelo setor, os sistemas de controle e rastreabilidade e o rigor no atendimento às regulamentações previstas na legislação brasileira. Além da defesa setorial da Abimci, os segmentos de portas, compensados, molduras, pisos e madeira serrada também protocolaram suas defesas.
Representantes da Abimci estão em Washington participar nesta segunda (6) e também na terça-feira (7) da audiência pública e apresentar presencialmente a defesa da indústria brasileira de madeira processada. Além disso, a associação pede para que o governo brasileiro priorize as negociações com os Estados Unidos, para evitar a implementação das medidas e preservar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado norte-americano.
RBJ