OServiço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (SIATE) completou 36 anos de atuação no Paraná consolidado como uma das principais referências em atendimento pré-hospitalar do país.
Criado oficialmente em 1990, o sistema nasceu da integração entre as áreas de segurança pública e saúde para atender vítimas de trauma, principalmente em acidentes de trânsito.
Somente em 2025, o SIATE realizou 80.809 atendimentos em todo o Estado. Atualmente, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná conta com 86 viaturas operacionais e cerca de 340 bombeiros socorristas, atendendo uma média de 221 ocorrências por dia.
Entre os casos mais frequentes estão acidentes de trânsito e quedas de pessoas.
O secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo Sanson, destacou a importância histórica do serviço e o trabalho integrado entre as instituições.
"O SIATE representa um marco para a segurança pública e para a saúde no Paraná. Ao longo desses 36 anos, milhares de vidas foram salvas graças ao comprometimento dos profissionais envolvidos", afirmou.
O secretário estadual da Saúde, César Neves, ressaltou o pioneirismo do sistema.
"O SIATE é um sistema de atendimento pré-hospitalar ao trauma pioneiro no País e que nasceu aqui no Paraná", declarou.
História e evolução
O SIATE começou a ser estruturado em 1988 por meio de uma parceria entre o Governo do Estado, a Prefeitura de Curitiba e a Universidade Federal do Paraná. O primeiro atendimento oficial aconteceu em maio de 1990.
Ao longo das décadas, o sistema passou por avanços em tecnologia, protocolos e capacitação das equipes. Hoje, o serviço é considerado referência nacional e serviu de modelo para outros estados brasileiros.
Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, coronel Antonio Hiller Lino, a corporação buscou aperfeiçoar constantemente o atendimento prestado à população.
"O SIATE nasceu pioneiro e evoluiu em estrutura, capacitação e tecnologia, mantendo o compromisso de oferecer um atendimento cada vez mais rápido e humanizado", destacou.
O coordenador estadual do SIATE, major Thiago Schinzel, afirmou que a capacidade de adaptação do serviço é um dos fatores que mantêm o sistema como referência.
"O SIATE nunca parou de se reinventar, sem perder de vista aquilo que motivou sua criação: chegar rápido, com preparo, e salvar vidas", completou.
AEN