A artista Yasmin Peixoto, de 30 anos, moradora de Curitiba, vive com uma condição rara que impede a rotação das mãos e chama atenção pelas adaptações criadas no dia a dia.
Diagnosticada com sinostose radioulnar bilateral, Yasmin tem os ossos do antebraço “unidos”, o que impossibilita virar a palma das mãos para cima. A limitação foi percebida ainda na infância, ao tentar fazer um gesto simples, como juntar as mãos para pegar pipoca.
Ao longo da vida, ela passou por consultas e exames, mas, na época, havia pouca informação sobre a condição. Já na adolescência, chegou a ser cogitada uma cirurgia, mas sem garantia de sucesso, e a família optou por não realizar o procedimento.
Mesmo com a limitação, Yasmin desenvolveu formas próprias para realizar atividades cotidianas. Em vez de segurar objetos da maneira convencional, ela apoia itens sobre as mãos ou utiliza uma espécie de “pinça” com os dedos.
Situações simples, como segurar copos, se maquiar, pegar objetos ou até carregar o filho, exigem adaptação. Apesar disso, ela afirma que nunca deixou de trabalhar e já atuou como garçonete, equilibrando bandejas, e hoje trabalha com pintura e reformas.
A condição, segundo especialistas, é rara e possui cerca de 700 casos descritos na literatura médica. Pode ser congênita ou surgir após fraturas, e, na maioria das vezes, não evolui com o tempo, permitindo que a pessoa leve uma vida normal com adaptações.
Recentemente, Yasmin compartilhou sua rotina nas redes sociais e viralizou, mostrando com bom humor como supera os desafios do dia a dia.
Anderson Sommer / Portal Tri com informações g1