O Campeonato Brasileiro da Série A passará a contar com a tecnologia de impedimento semiautomático (SAOT) a partir da 20ª rodada. A novidade estreia neste sábado (25) e estará presente em todos os dez jogos da rodada.
As primeiras partidas a utilizar o sistema serão Athletico-PR x Internacional, na Arena da Baixada, e Santos x Chapecoense, na Vila Belmiro. Os demais confrontos também contarão com a tecnologia.
Desenvolvido pela empresa Genius Sports, por meio da plataforma de inteligência artificial GeniusIQ, o sistema foi implantado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para tornar as decisões sobre impedimento mais rápidas, precisas e transparentes.
O presidente da CBF, Samir Xaud, afirmou que a adoção da tecnologia representa um importante avanço para a arbitragem brasileira e aproxima o futebol nacional dos principais campeonatos do mundo.
A implantação do sistema teve início após o anúncio oficial, em novembro de 2025. Desde então, equipes técnicas da CBF e da Genius Sports realizaram visitas, instalações, testes e treinamentos em 20 estádios — os 19 utilizados pelos clubes da Série A, além da Arena Barueri.
Como funciona
Cada estádio recebeu entre 28 e 32 câmeras exclusivas para o impedimento semiautomático, além de cinco servidores responsáveis pela transmissão das imagens em tempo real para a Central do VAR da CBF, no Rio de Janeiro.
O SAOT utiliza bilhões de pontos de dados captados pelas câmeras para identificar automaticamente possíveis posições de impedimento, determinar o momento exato do passe e gerar, em poucos segundos, uma reconstrução tridimensional do lance.
As informações são enviadas para os árbitros de vídeo, que analisam os dados antes da decisão final em campo.
Além da marcação de impedimentos, o sistema também reúne informações sobre o posicionamento dos jogadores, árbitros e da bola, auxiliando na análise de lances complexos, como possíveis toques de mão.
Segundo a CBF, o projeto brasileiro está entre os processos de implantação mais rápidos já realizados no mundo e integra um plano de modernização da arbitragem, que também prevê investimentos em tecnologia, capacitação e profissionalização dos árbitros.
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