Nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, 54 alunos do Curso de Formação de Praças (CFP) do 21º Batalhão de Polícia Militar (21º BPM) participaram de uma visita técnica à Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão (PEFB).
A atividade teve como objetivo aproximar os futuros policiais militares da realidade operacional do sistema prisional do Paraná e fortalecer a integração entre as forças de segurança que atuam na região.
Durante a programação, os alunos conheceram os principais fluxos e protocolos de segurança da unidade, incluindo o sistema de videomonitoramento (CFTV), a movimentação de pessoas privadas de liberdade, a custódia de apenados, a triagem de visitantes e os procedimentos relacionados às escoltas prisionais.
Os participantes também conheceram setores como o parlatório de atendimento técnico, empresas e canteiros de trabalho, setor de saúde e escola. A visita permitiu aos alunos observar, na prática, o funcionamento e a organização da unidade prisional.
Evolução do sistema prisional
A instrução também abordou a evolução da gestão penitenciária desde a inauguração da PEFB, em 2008. Naquele período, a Polícia Militar era responsável pela guarda das muralhas e pelas escoltas prisionais, enquanto a Polícia Civil administrava as cadeias públicas.
Com a criação e regulamentação da Polícia Penal do Paraná, houve uma mudança na divisão das atribuições. A instituição passou a assumir a custódia, as escoltas, a guarda das unidades prisionais e a fiscalização de pessoas monitoradas eletronicamente.
Com essa reorganização, a Polícia Militar passou a concentrar seus esforços no policiamento ostensivo e preventivo, enquanto a Polícia Civil direcionou sua atuação para a investigação criminal.
Integração entre as forças de segurança
Segundo a Coordenação Regional da Polícia Penal, a troca de conhecimentos contribui para fortalecer a atuação integrada das forças de segurança no Sudoeste do Paraná.
Marcos Andrade destacou a importância da aproximação para que os novos policiais militares compreendam o funcionamento do sistema prisional, além dos limites, protocolos e particularidades da atuação de cada instituição.
A atividade foi encerrada com ênfase na importância do diálogo e da troca de experiências entre a Polícia Militar e a Polícia Penal. O alinhamento de procedimentos e a integração entre as instituições contribuem para operações mais seguras, eficazes e coordenadas em todo o Sudoeste do Paraná.
Com informações Assessoria