O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) atualizou, às 9h16 desta segunda-feira (21), a área de abrangência do alerta vermelho vigente para o Brasil.
Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul permanecem em aviso de grande perigo para tempestades até as 23h59 desta segunda-feira (21).
A previsão indica chuva superior a 60 mm/h ou acima de 100 mm/dia, ventos superiores a 100 km/h e queda de granizo. Há grande risco de danos a edificações, corte no fornecimento de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário.
Ao todo, 708 municípios permanecem sob alerta. As áreas afetadas pelo alerta vermelho do Inmet são:
- Serrana
- Oeste Catarinense
- Vale do Itajaí
- Noroeste Rio-Grandense
- Grande Florianópolis
- Centro Ocidental Paranaense
- Metropolitana de Porto Alegre
- Noroeste Paranaense
- Sudoeste Paranaense
- Oeste Paranaense
- Nordeste Rio-Grandense
- Sudeste Paranaense
- Norte Central Paranaense
- Sul Catarinense
- Norte Catarinense
- Centro-Sul Paranaense
- Centro Oriental Rio-Grandense
- Centro Oriental Paranaense
Municípios já registram danos
Até o momento, 64 municípios do Rio Grande do Sul registraram ocorrências relacionadas ao mau tempo. No total, quatro pessoas estão desabrigadas e 624, desalojadas. Já em Santa Catarina, a maré da Praia do Cardoso, em Laguna, no Sul de Santa Catarina, avançou de forma inesperada.
Ao ND Mais, o meteorologista Leandro Puchalski classificou o evento como um tsunami meteorológico, que chegou a atingir restaurantes localizados na orla. O fenômeno ocorre porque uma linha de instabilidade na atmosfera gera ventos fortes, provocando a queda da pressão atmosférica.
Em meio ao alerta vermelho, tsunami raro atinge cidade histórica de SC pela segunda vez em 2026Vídeo: Agora Laguna/Reprodução/ND Mais
Isso faz com que a atmosfera e o oceano entrem em ressonância. O fenômeno não deixou feridos nem causou danos significativos.
O que intensifica o alerta vermelho no Sul?
A instabilidade continua sobre o Sul do Brasil devido à presença de um ciclone extratropical no Oceano Atlântico, que passa a influenciar as condições do tempo na região, segundo o Inmet. O processo de formação de uma frente fria, que avança na retaguarda do sistema, também contribui para o aumento das chuvas.
