Morreu aos 86 anos Euclides Fagundes Filho, conhecido nacionalmente como Bagre Fagundes, um dos maiores representantes da cultura tradicionalista gaúcha. O artista eternizou seu nome na história ao lado do irmão, Nico Fagundes, como coautor da canção "Canto Alegretense", considerada um dos maiores símbolos da identidade do Rio Grande do Sul.
Natural de Uruguaiana, na Fronteira Oeste do Estado, Bagre nasceu em 3 de outubro de 1939 e recebeu o apelido ainda na adolescência, passando a utilizá-lo durante toda a sua carreira artística.
Ao longo da vida, destacou-se como cantor, compositor, instrumentista e folclorista, dedicando décadas à preservação das tradições gaúchas. Além da música, construiu uma trajetória diversificada: foi advogado formado pela Universidade de Cruz Alta, vereador em Alegrete, jogador e árbitro de futebol, presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF) e também atuou como colunista.
A composição "Canto Alegretense" ultrapassou as fronteiras do Rio Grande do Sul e tornou-se um verdadeiro hino para os gaúchos, consolidando Bagre Fagundes como uma das principais referências da cultura regional.
A morte do tradicionalista gerou grande comoção. Autoridades, entidades culturais, artistas e admiradores prestaram homenagens, destacando sua contribuição para a preservação da memória e das raízes do povo gaúcho. O governador Eduardo Leite, o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), o Sport Club Internacional e diversos músicos manifestaram pesar pela perda.
Bagre Fagundes era casado com Marlene Vilaverde e deixa quatro filhos. Mesmo aos 86 anos, permanecia em atividade, realizando apresentações ao lado dos filhos Ernesto, Neto e Paulinho, integrantes do grupo Os Fagundes.
O velório ocorre nesta segunda-feira (3), no Salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini, em Porto Alegre. Até o momento, as informações sobre o sepultamento não haviam sido divulgadas.
G1