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Francisco Beltrão lidera projeto pioneiro que protege cérebros de recém-nascidos no Paraná

Hospital Regional do Sudoeste foi o primeiro do Estado a implantar tecnologia de monitoramento cerebral contínuo em UTIs

Francisco Beltrão lidera projeto pioneiro que protege cérebros de recém-nascidos no Paraná
Foto: Ascom

Francisco Beltrão se tornou referência no Paraná ao sediar o projeto piloto de uma tecnologia inovadora voltada ao cuidado de recém-nascidos internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Neonatais. Implantado no Hospital Regional do Sudoeste (HRS), o sistema de monitoramento cerebral contínuo permitiu validar a eficácia do serviço e abriu caminho para a expansão da iniciativa em outras unidades da rede pública estadual.

A tecnologia é resultado de uma parceria entre a Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Paraná (Funeas) e a empresa PBSF (Protecting Brains & Saving Futures). O objetivo é identificar precocemente alterações neurológicas em bebês de alto risco, como prematuros e recém-nascidos que sofreram asfixia durante o parto, reduzindo o risco de sequelas.

Em entrevista à Rádio Onda Sul, o presidente da Funeas, Geraldo Gentil Biesek, destacou que os resultados obtidos em Francisco Beltrão foram decisivos para ampliar o projeto. Com o sucesso da experiência no Hospital Regional do Sudoeste, a tecnologia passou a ser implantada também no Hospital Infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo, e no Hospital Regional Norte Pioneiro, em Santo Antônio da Platina.

O sistema realiza monitoramento cerebral ininterrupto e conta com o suporte de uma Central de Vigilância e Inteligência, instalada em São Paulo, que acompanha os exames 24 horas por dia. Sempre que uma alteração é identificada, a equipe médica do hospital é acionada imediatamente para iniciar a conduta necessária.

A responsável técnica da Neonatologia do Hospital Regional do Sudoeste, Caroline Bortolotto, explica que a tecnologia permite identificar crises convulsivas que, na maioria dos casos, não apresentam sinais clínicos. Além disso, auxilia a equipe na definição dos tratamentos, evitando intervenções desnecessárias e tornando o atendimento mais preciso.

Segundo dados apresentados durante a entrevista, a metodologia já monitorou mais de 22 mil recém-nascidos e consegue identificar cerca de 85% das crises convulsivas. O diagnóstico precoce também contribui para reduzir o tempo de internação e aumentar as chances de recuperação sem sequelas.

Para a diretora-geral do Hospital Regional do Sudoeste, Bruna Luquini Mazzuco, o principal resultado é oferecer mais qualidade de vida às crianças e tranquilidade às famílias.

A Funeas pretende ampliar a tecnologia para outras unidades materno-infantis do Estado, consolidando um modelo de atendimento que une inovação, monitoramento remoto e assistência especializada.

Ascom 

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