Uma ação promovida pela Associação de Defesa e Educação Ambiental do Sudoeste do Paraná (ADEA Sudoeste) chamou a atenção de quem passou pelo calçadão central de Francisco Beltrão na manhã do último sábado (6). Com exposição de fotos, apresentações artísticas e mensagens de impacto, a iniciativa buscou conscientizar a população sobre a produção excessiva de resíduos e a importância da destinação correta do lixo.
A mobilização integrou a programação da Semana do Meio Ambiente e trouxe dados que preocupam. Segundo a ADEA, Francisco Beltrão produz diariamente cerca de 70 toneladas de lixo domiciliar. Desse total, mais de 60% são resíduos orgânicos. Além disso, o município gera aproximadamente 50 toneladas por dia de entulhos e resíduos da construção civil. Apesar do elevado volume, apenas 5% dos materiais são reciclados.
Com o tema “Não existe fora”, a ação procurou provocar uma reflexão sobre o destino dos resíduos gerados pela população. De acordo com o presidente da ADEA Sudoeste, Felipe Grisa, muitas pessoas acreditam que sua responsabilidade termina quando o lixo é colocado na lixeira, mas os impactos ambientais permanecem.
“Ao falar de meio ambiente, não existe fora. Tudo o que descartamos continua em algum lugar e gera consequências para a natureza e para a sociedade”, destacou.
Para reforçar a mensagem, a entidade montou uma exposição com imagens que retratam problemas ambientais causados pela ação humana. Outra atração foi uma apresentação teatral em que os próprios resíduos “questionavam” os visitantes sobre seus hábitos de consumo e descarte.
A atividade também orientou a população sobre a utilização dos ecopontos existentes no município, locais destinados ao recebimento de materiais que não são recolhidos pela coleta convencional. A proposta foi mostrar que pequenas atitudes podem reduzir significativamente os impactos ambientais.
Segundo a ADEA, a separação correta dos resíduos dentro de casa é uma das medidas mais simples e eficazes para ampliar os índices de reciclagem e melhorar as condições de trabalho nas cooperativas e usinas de triagem.
A entidade destaca que a preservação ambiental depende tanto de políticas públicas quanto da participação ativa da população. A mensagem deixada pela mobilização foi clara: mudar a realidade do lixo passa por mudanças de comportamento, consumo consciente e responsabilidade compartilhada.
Para os organizadores, ações de sensibilização como esta ajudam a fortalecer o compromisso coletivo com a sustentabilidade e mostram que pequenas atitudes, quando somadas, podem gerar grandes transformações para o futuro.