Investigação! -
Policial -
19/03/2026 10:53
Ele foi preso na quarta-feira (18) pela Corregedoria da Polícia Militar em São José dos Campos, no interior paulista
Mensagens atribuídas ao tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto passaram a integrar a investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) sobre a morte da soldado Gisele Alves Santana, esposa do oficial. Ele foi preso na quarta-feira (18) pela Corregedoria da Polícia Militar em São José dos Campos, no interior paulista.
De acordo com a denúncia apresentada pela Promotoria, os diálogos extraídos do celular do próprio investigado indicariam um comportamento considerado controlador e autoritário dentro do relacionamento. Em uma das mensagens, o oficial descreve o tipo de relação que acreditava ser ideal, afirmando que o homem deveria ser o provedor da família, enquanto a mulher teria o papel de ser carinhosa e obediente.
Em outro trecho, ele afirma tratar a esposa com “amor, carinho e autoridade”, descrevendo uma dinâmica de relacionamento baseada em hierarquia entre o casal.
Para o Ministério Público, o conteúdo das conversas reforça a tese de um relacionamento marcado por controle e dominação, apontado pelos investigadores como possível contexto para o crime, que está sendo tratado como feminicídio. Além dessa acusação, o oficial também responde por fraude processual perante o Tribunal de Justiça Militar.
A prisão foi determinada pela Justiça Militar após pedido das autoridades responsáveis pela investigação. Paralelamente, a Polícia Civil também solicitou outra ordem de prisão, que ainda aguardava análise do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) até o momento da divulgação das informações.
A defesa do tenente-coronel sustenta que ele não cometeu o crime e afirma que a morte da soldado teria ocorrido por suicídio.
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