Da assessoria/Acefb – Com apenas 16 anos de idade ela criou sua primeira startup. Ela é Monnaliza Medeiros, natural do Rio Grande do Norte (RN), uma das mentoras que participam do “Techstars – Startup Weekend”, evento que acontece desde sexta-feira, 19, na Associação Empresarial de Francisco Beltrão (Acefb). O TSW encerra neste domingo, 21.
O TSW é um evento educacional criativo e colaborativo de mais de 50 horas de duração, permitindo a qualquer pessoa desenvolver e lançar novas ideias de startups. “Eu fazia parte do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do meu estado (IF), onde cursava Administração de Empresas. Aí participei, junto com mais quatro amigas, de uma competição internacional que ajudava mulheres se inserir na tecnologia e criarem sua primeira startup. Não fomos para a próxima fase da competição, mas desse programa a gente construiu a On Blood, startup que conectava pessoas que precisavam encontrar doadores de sangue com pessoas que podiam doar”, explica Monnaliza.
Monnaliza acrescenta que a startup ajudou mais de 700 pessoas a descobrirem se poderiam doar sangue. Passado um ano e meio, o projeto naufragou. O motivo? “Porque eu e minhas colegas de projeto éramos muito jovens, com 16, 17 anos, ainda estudando para o Enem. E cada uma seguiu para um lado e eu continuei no mercado de startups”.
A jovem, hoje com 24 anos, trabalhou numa incubadora e partiu para o Bossa Nova, maior fundo de investimentos da América Latina. Com 21 anos foi contratada para o cargo de community manager, ficando à frente de mais de 1.500 startups. “Hoje estou há oito anos no mercado e tudo isso graças a essa primeira experiência que me ajudou a conhecer startups lá atrás”.
O despertar para empreender
“Minha primeira experiência empreendedora foi aos oito anos de idade, quando comecei vendendo doces numa barraquinha de igreja que eu frequentava. Antes disso, me falaram que não podia participar como voluntária nessas barraquinhas porque eu era criança, óbvio. Mas segui em frente, arrecadei alguns doces e pipocas e montei uma barraquinha. Nessa feira, fiz a minha própria vendinha para arrecadar dinheiro e ajudar essa igreja que eu participava. No final, consegui em dois dias vender todo o estoque que era pra vender em quinze dias. Aquela experiência mudou a minha vida”, relata Monnaliza.
Perguntada sobre o que um jovem com idade entre 23, 24 anos, precisa para empreender e mergulhar de vez no mundo das startups, Monnaliza afirma: “Penso que para a nossa geração já é um fato, existe muita possibilidade de trabalhar nesse mercado, são as empresas que contratam no momento. Mas de um lado temos um cenário com alta taxa de desemprego, com pessoas recém-formadas e desempregadas no mercado, se comparado com pessoas que são formadas há mais tempo”.
“A previsão é de que nos próximos cinco anos sejam criados no Brasil mais de quinhentas mil vagas nesse mercado de startup. Então é preciso fazer com que esses jovens sejam protagonistas. E participar de eventos como esse [TSW] é excelente para abrir a visão deles”.